Câncer de mama: rastreio e diagnóstico

COLUNISTA CONVIDADO, SAÚDE

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O câncer de mama é o mais incidente em mulheres (excetuando os casos de pele não melanoma), representando 25 % do total de casos de câncer no mundo em 2012, com aproximadamente 1,7 milhão de casos novos naquele ano. É a quinta causa de morte por câncer em geral (522.000 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.

O Brasil segue as mesmas proporções, exceto na região Norte, onde câncer de colo do útero ocupa a primeira posição. Para o ano de 2014 foram estimados 57.120 casos novos, com taxa de incidência de 56,1 casos por 100.00 mulheres.

DETECÇÃO

Diagnostico precoce: a política de alerta a saúde das mamas destaca a importância do diagnostico precoce e significa orientar a população feminina sobre as mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo da vida e os principais sinais de câncer. Orientar a autopalpação das mamas sempre que a mulher se sentir confortável, sem nenhuma recomendação técnica especifica e estimular a procurar esclarecimento medico sempre que houver duvidas em relação aos achados da autopalpação.

Rastreamento:

  • A recomendação para as mulheres de 50 a 59 anos e a realização de mamografia a cada dois anos e do exame clinico das mamas anual. A mamografia pode ser anual, porem bienal e a rotina na maioria dos países;
  • Para mulheres de 40 a 49 anos: a recomendação e de exame clinico anual e mamografia diagnostica em caso de resultado alterado neste exame;
  • Rastreamento de mulheres com risco elevado: a rotina deve se iniciar aos 35 anos com exame clinico das mamas e mamografia anuais.

 

Observações:

  1. Mulheres jovens com nódulos palpáveis e sem fatores de risco devem ser avaliadas com ultrassonografia por terem maior quantidade de tecido glandular em detrimento a tecido adiposo, relação que tende a se inverter com o passar dos anos, sendo a principal lesão encontrada nesta faixa etária o fibroadenoma;
  2. A ressonância magnética tem como indicação o estagiamento, pacientes com alto risco, suspeita de cânceres múltiplos ou bilaterais (nas duas mamas), câncer oculto, planejamento pre-operatório, margens cirúrgicas positivas, avaliação de resposta terapêutica, cicatriz pós-operatória ou recorrência e implantes mamários.

Referencias bibliográficas: Instituto Nacional de Câncer; Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnostico por Imagem; American College of Radiology.

Gustavo Ferreira

CRM-GO 17444

Radiologia Diagnostica e Intervencionista

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