NUTRIÇÃO

Sante: o vinho e seus benefícios

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Estudos desenvolvidos, no mundo inteiro, comprovam que o vinho, tomado em quantidade moderada, contribui para a saúde do organismo humano, aumentando a qualidade e o tempo de vida.
Pesquisas relacionam o consumo moderado do vinho aos benefícios à saúde humana, especificamente, no que diz respeito às doenças cardiovasculares, à quimioprevenção de vários tipos de câncer e à senilidade.
Os compostos aos quais foram atribuídas as possíveis ações terapêuticas do vinho são conhecidos como compostos fenólicos.  Dentre eles, destaca-se o resveratrol. Este aparece em videiras de Vitis vinifera e Vitis labrusca, sendo que, em vinhos provenientes de uvas tintas, as quantidades que aparecem são maiores do que nos brancos e rosados, pois esta substância é encontrada principalmente na casca das uvas tintas.

Os compostos fenólicos atuam impedindo a oxidação de lipídeos polinsaturados, os quais são componentes das LDLs, reduzindo o risco de arteriosclerose e de infarto. Atuam sobre as placas de gordura (ateromas) localizadas nas artérias, as quais levam à redução da luz do vaso; agem, portanto, inibindo a formação de coágulos sanguíneos (trombos), algumas das maiores causas dos problemas vasculares.

É importante lembrar que como qualquer bebida alcoólica, o vinho também causa problemas, quando ingerido além dos limites, como a desidratação. Em 100 mL (metade de um copo) existem de 8 a 10 g de etanol e aproximadamente 83 Kcal. Portanto, a ordem é moderar!

O ideal é brindar à sua saúde e ao seu prazer sem exageros!





Alimentação no tratamento do câncer

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A perda de peso no paciente oncológico antes do início do tratamento é normal principalmente se o mesmo tiver sido submetido a algum procedimento cirúrgico. Após o início do tratamento, na presença dos efeitos colaterais, essa perda pode se agravar. Durante a quimioterapia, ele pode apresentar falta de apetite, náusea, diarréia, dentre outros. Portanto torna-se importante a garantia da ingestão de calorias e proteínas de outra forma. Em geral, pessoas que fazem quimioterapia toleram melhor comidas mais doces e frias. Vale a pena lembrar que o importante não é comer muito (em grande quantidade), mas sim comer bem (boa qualidade).

  • Aqui vão algumas sugestões para melhorar o consumo de proteínas e calorias:manter fracionamento das refeições, a cada 2 ou 3 horas;
  • consumir seus alimentos preferidos em vários momentos do dia. Por exemplo, se você preferir, coma sanduíches ao invés de um prato de comida no jantar;
  • fazer sua maior refeição na hora em que tiver mais fome. Por exemplo, se você tem mais fome de manhã, faça do café da manhã sua principal refeição;
  • estimular o apetite com pequenas caminhadas antes das principais refeições;
  • investir em alimentos líquidos: vitaminas batidas com leite ou sucos. Podem ser combinações de diferentes frutas acrescidas de sorvete ou iogurte. Sopas também podem ser bem atraentes e apetitosas. Líquidos frios são em geral melhor tolerados;
  • consumir líquidos fora dos horários das refeições. Tomar líquidos junto com a comida traz saciedade mais rápido e você come menos;
  • beber líquidos com freqüência (mas evite a ingestão durante as refeições);
  • incrementar alimentos com a adição de molhos e temperos (especiarias);
  • criar sempre um ambiente agradável para se alimentar. Mesas bem arrumadas, conversas agradáveis e um bom fundo musical podem ser úteis;
  • consumir alimentos de preferência mais protéicos (carnes, ovos, peixe, frango, leite e seus derivados) e também calóricos (pão, arroz, mel, margarina, azeite de oliva), conforme a aceitação;
  • tentar usar talheres de plástico caso os talheres de metal estejam interferindo ainda mais no sabor dos alimentos;
  • enxagüar a boca antes das refeições;
  • a suplementação alimentar via oral pode ser feita, caso necessário, através de produto protéico e/ou calóricos e enriquecidos conforme a avaliação do nutricionista.

Dificuldade de digestão, náuseas e vômitos

O vômito pode ocorrer mesmo com a pessoa estando com o estômago “vazio”. O vômito em excesso pode causar a desidratação (perda de água no estômago). Confira algumas dicas para evitá-lo:

  • procure manter a alimentação mais “leve” – alimentos de mais fácil digestão: torradas, biscoitos de polvilho, caldos, sopas, purês, bolachas cream cracker, bolacha de água e sal, entre outros;
  • substitua os alimentos que lhe causam repulsa;
  • evite ficar perto da área onde são preparados os alimentos para não sentir aversões;
  • mastigue bem os alimentos;
  • não consuma alimentos gordurosos e frituras em geral;
  • dê preferência a alimentos gelados e/ou em temperatura ambiente (picolés, milk shakes, vitaminas, sucos). Evite alimentos em temperatura muito quente;
  • procure não deitar logo após a refeição;
  • não force a ingestão de líquidos e alimentos no momento da náusea;
  • evite alimentos fermentativos como: leite puro, bebidas gaseificadas e alcoólicas, café, chá preto, chá mate, chocolate, doces concentrados (goiabada, marmelada, compotas) e confeitados, cereais, farinhas integrais e refinadas, embutidos, carnes gordas, leguminosas, couve, couve-flor, couve-de-bruxelas, brócolis, repolho, batata-doce, açúcar, inhame, cará, etc.

Recomendações gerais

  1. mantenha um peso saudável para reduzir suas chances de ter doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer, diabetes e hipertensão;
  2. faça uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol;
  3. prefira uma dieta rica em frutas, legumes, verduras e produtos integrais que irão fornecer vitaminas, minerais, fibras e carboidratos complexos;
  4. use açúcar e sal com moderação;
  5. prefira alimentos cozidos ou assados ou invés de fritos ou grelhados;
  6. diminua a ingestão de bebidas alcoólicas;
  7. faça as refeições em um ambiente agradável e calmo, procurando mastigar bem os alimentos;
  8. faça várias pequenas refeições ao longo do dia, ao invés de duas ou três grandes refeições;
  9. não tenha medo de experimentar novos alimentos ou alimentos que não costumava comer, pois o paladar pode se modificar durante o tratamento;
  10. os suprimentos nutricionais são importantes alternativas para auxiliar na alimentação do paciente. Eles apresentam diferentes sabores, são líquidos e podem ser consumidos diretamente da embalagem com canudinho;
  11. fale com familiares e amigos para ajudarem nas compras e preparação de alimentos.

 

Ana Carolina Quireze

Nutricionista

CRN





Alimentos que ajudam na prevenção do câncer de mama

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Os hábitos alimentares estão cada vez mais associados a prevenção do câncer desmama. Dentre os compostos alimentares estudados por sua ação quimiopreventiva, os principais são:

  • ácidos graxos polinsaturados n-3;
  • acido linoleico conjugado (CLA);
  • fitoquimicos: isoflavonas, lignanas e outros compostos não nutrientes;
  • vitaminas: antioxidantes como A, C e E;
  • minerais: principalmente acido folio e selenio.

Portanto, inclua diariamente na sua alimentação:

  • frutas cítricas
  • frutas vermelhas: morango, framboesa, amora, mirtilo e cranberry
  • cereais integrais
  • sementes
  • leguminosas
  • castanhas
  • soja
  • gengibre
  • alimentos de origem animal: leite, carnes magras e ovos
  • vegetais folhosos verde-escuros
  • vegetais e frutas de coloração amarelada
  • peixes marinhos: salmão e sardinha

Sua saúde agradece!!

 





Alergia alimentar X Intolerância alimentar: você sabe a diferença?

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A alergia alimentar é uma reação de saúde adversa que ocorre quando o sistema imunológico reconhece de maneira errada um alimento, como um agressor ao organismo. A fração desse alimento que é responsável pela reação alérgica denomina-se ALÉRGENO. Estima-se que pelo menos 5 em cada 100 crianças sofram de alergia alimentar, enquanto na população adulta essa prevalência cai para 3 a 4%.

Já a intolerância alimentar é caracterizada por uma reação adversa, que ocorre após a exposição a um determinado alimento, mas que ao contrário da alergia alimentar, não envolve o sistema imunológico. Como é o caso da intolerância à lactose, por exemplo, que se caracteriza pela incapacidade do organismo de digerir a lactose, devido à deficiência na produção da lactase (enzima responsável pela hidrólise/quebra da lactose).

Importante ressaltar que hoje em dia, convivemos com excesso de diagnósticos. Portanto, para ter certeza da conduta a ser adotada, antes de realizar alguma restrição severa sem necessidade, consulte um profissional especialista na área.





Sódio – parte II: Dicas para reduzir o sódio na alimentação

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No post da semana passada falamos sobre o excesso da ingestão de sódio na alimentação dos brasileiros e dos malefícios por ele causados. Essa semana, darei algumas dicas sobre como podemos reduzi-lo no nosso dia a dia.

  • Prefira os alimentos frescos aos industrializados. Evite embutidos, enlatados, conservas, etc. Prefira verduras, frutas e legumes da época. Assim você pode escolher o quanto de sal irá acrescentar aos alimentos e evitar o exagero dos produtos industrializados;
  • Não utilize sal de adição à mesa;
  • Reduza aos poucos o uso do sal nos preparos até ficar mais acostumado;
  • Tempere a comida apenas ao final da preparação;
  • Evite utilizar temperos prontos;
  • Substitua o sal por outros temperos como: ervas desidratadas ou frescas, salsinha, cebolinha, alho, cebola, vinagre, limão, azeite (comovidamente);
  • Leia sempre os rótulos dos produtos. Compare. O mesmo produto de marcas diferentes pode variar muito o teor de sódio no seu preparo. Escolha aquele com o menor teor deste elemento e que ainda assim tenha sabor agradável. Olhe as etiquetas dos pães embalados, refrigerantes, energéticos, cereais matinais, carnes, queijos, biscoitos, etc.
  • Mesmo em produtos que não tenham “sal” propriamente dito, seus ingredientes podem conter um alto teor de sódio nas etiquetas nutricionais. Isto é muito comum em produtos industrializados. Há outras formas de sódio usadas no preparo de alimentos processados e todas contribuem para a quantidade total de sódio que você ingere. Alguns exemplos são: glutamato de sódio, citrato de sódio, bicarbonato de sódio e alginato de sódio;
  • É comum achar sanduíches em lanchonetes especializadas em fast food que contenham 2.000-2.500 miligramas de sódio por porção – mais do que a recomendação diária de ingestão de sódio em um só lanche. Evite este tipo de alimento.

Agora vamos colocar em pratica as recomendações?

Ana Carolina Quireze

Nutricionista

CRN





O sódio

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O sódio é um mineral importante para o funcionamento do nosso organismo tendo papel fundamental na manutenção do equilíbrio e distribuição dos líquidos corporais, além de contribuir para a contração muscular, transmissão dos impulsos nervosos e ritmo cardíaco. Mas nem por isso devemos abusar!

Você sabia que o brasileiro consome mais que o dobro da quantidade de sódio recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)?! No Brasil, estima-se que o consumo médio seja em torno de 12 g por pessoa por dia, o que é mais do que o dobro do que a recomendação pela OMS, de no máximo de 5 g ao dia.

O consumo exagerado de sal está relacionado ao aumento no risco de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e doenças renais, entre outras complicações.

No próximo post discutiremos sobre como podemos diminuir o sódio da nossa alimentação!

Confira abaixo os campeões de sódio dos produtos industrializados:

PRODUTO QUANTIDADE DE SÓDIO GRAMA
Macarrão instantâneo com tempero 2721 mg 80g
Macarrão instantâneo sem tempero 1198 mg 80g
Frango empanado 759 mg 130g
Hambúrguer bovino 567 mg 80g
Salsicha 551 mg 50g
Hambúrguer de frango 525 mg 80g
Biscoito de polvilho 270 mg 30g
Requeijão 230 mg 30g
Salgadinho de milho 176,9 mg 25g
Requeijão 165 mg 30g

 





Saúde na mesa: dica da nutri

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Férias são férias! Devemos usar esse período para descansar. O problema é que muitas vezes, confundimos esse “descanso” com alimentação.
Se você fez isso, não há motivo para desespero! Volte à rotina aos poucos,  consuma frutas, verduras, proteínas, cereais integrais. Evite a ingestão de alimentos gordurosos e açúcares. Inicie sua atividade física seja ela na academia ou na dança de salão. O importante é fazer o corpo se movimentar! Assim o corpo iniciará o processo de desintoxicação e o resultado começará a aparecer.

 





Beleza de dentro para fora

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A Nutrição tem ganhado cada vez mais espaço e, como consequência, o alimento tem sido mais valorizado. É através dele que podemos transformar o nosso corpo, saúde e por que não nossa beleza? Quem nunca ouviu aquele ditado: “A beleza vem de dentro para fora”? É justamente sobre isso o assunto de hoje!

Para ter uma pele saudável, bem hidratada e nutrida a alimentação deve ser rica em fibras, cereais integrais, frutas e vegetais. É necessário evitar doces e gorduras e ingerir muita água! Muitos nutrientes têm relação com a saúde da pele, dentre eles podemos citar:

  • Vitamina E,
  • Vitamina C,
  • Vitamina A,
  • Complexo B,
  • Zinco,
  • Selênio,
  • Magnésio,
  • Cobre,
  • Ácidos graxos essenciais.

Você sabia que os carotenoides e flavonoides atuam combatendo os radicais livres e também realizam a fotoproteção, protegendo a pele dos raios solares?

Por isso, consuma frutas cítricas (laranja, limão, acerola…), tomate, cenoura, espinafre, batata-doce, damascos, abóbora, peixes e frutos do mar (ômega-3 e zinco), feijões, gérmen de trigo (vitamina E), ovos, linhaça, castanha-do-pará, água-de-coco, vegetais verde-escuros, iogurte desnatado e aveia. 

Sua pele agradece.

Naiara Rochet

Nutricionista





Ácido fúlvico: novidades à vista

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No mundo da nutrição e dos suplementos alimentares é constante um “boom” de novidades.

É importante lembrar que tudo que é novo devemos ter cautela na hora do consumir para saber sobre as pesquisas e sua comprovação científica.
É claro que estamos sempre em alerta e por dentro das “modas” do mercado, e agora vai uma aí para vocês: Ácido Fúlvico!
Ainda à espera de mais estudos e comprovações sobre seus efeitos à saúde, mas essa substância promete:
- aumentar o fornecimento de oxigênio para os músculos durante a atividade física;
-  produzir menos àcido láctico (diminui fadiga) ;
- antioxidante;
- melhora da absorção de vitaminas e minerais;
Enquanto as pesquisas ainda não são conclusivas, vamos consumir vegetais (orgânicos) que é uma fonte dessa substância e sem nenhum risco para a saúde!




O sono pode ser o seu aliado na perda de peso!

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Hoje em dia com tantas exigências no trabalho, em casa e na família acabamos diminuindo as horas de sono para dar conta de todas as responsabilidades, Mas fique atento! Esse pequeno detalhe pode fazer muita diferença no seu resultado final!

Estudos têm demostrado que a diminuição do tempo de sono influencia o apetite, a saciedade e, consequentemente, a ingestão alimentar, o que parece favorecer o aumento da obesidade.

A restrição de sono foi associada à elevação da fome, aumento do apetite, maior cansaço, o que acaba ocasionando uma diminuição do nível de atividade física. Além disso, pode levar a desajustes endócrinos que induzem o aparecimento de obesidade. Isso ocorre pela diminuição do hormônio anorexígeno leptina (leia-se: controle da saciedade) e o aumento do hormônio orexígeno grelina (leia-se: aumento do apetite), resultando assim, no aumento da fome e da ingestão alimentar. E não acaba por aí, a privação de sono interfere também na preferência por alimentos mais calóricos.

Por isso, pense muito bem antes de ficar sem dormir. O tempo adequado de sono pode te ajudar na manutenção do estado nutricional.

 

Naiara Rochet 
Nutricionista 
CRN-1: 7880
Fone: (62) 8228-4888