CIRURGIA PLÁSTICA

Reconstrução de mama: restaurando a feminilidade

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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O tratamento do câncer de mama compreende a mastectomia, cirurgia que remove o tumor mas deixa o estigma de perda da feminilidade. Para a maioria das mulheres, funciona como uma amputação, com perda de parte da sexualidade sem mencionar a questão da amamentação.

Sempre que se realiza uma mastectomia total, deve-se procurar proceder a reconstrução mamária imediata, na mesma cirurgia, por técnicas de cirurgia oncoplástica. Quando não for possível, a reconstrução poderá ser feita meses depois. Os resultados estéticos são bastante satisfatórios e as mulheres que se submetem à reconstrução apresentam evidentes vantagens na preservação de sua autoestima e autoimagem.

 

Para tal, a Cirurgia Plástica traz diversas técnicas de reconstrução da mama e a escolha é sempre individualizada. São levados em conta aspectos como:

  • Tamanho da outra mama
  • Quantidade de pele retirada na mastectomia
  • Quantidade de tecido adiposo abdominal
  • Presença de cicatrizes prévias
  • Preferência do paciente

Basicamente podem ser usados retalhos com músculos e pele de outra região e implantes de próteses expansoras, implantes de silicone ou ainda, próteses expansoras com silicone. Abaixo estão descritas as técnicas mais comumente utilizadas:

 

  1. Próteses: materiais de silicone em forma de mama que são colocados no local da glândula, quando há cobertura de pele e tecido subcutâneo  suficiente;
  2. Expansor: são próteses preenchidas com soro fisiológico. Após sua inserção, são realizadas sessões para aumento de volume em consultório, com consequente expansão da pele, até chegar ao tamanho ideal para a paciente. Podem ser substituídas por prótese de silicone, mas existem expansores definitivos;
  3. TRAM: técnica de retalho de vizinhança que utiliza tecido do abdomen. É uma cirurgia relativamente grande, indicada para mulheres com mamas volumosas;
  4. Grande dorsal: técnica de retalho de vizinhança que utiliza o músculo do dorso, geralmente é associada com uma prótese de silicone;
  5. Lipofilling: preenchimento com gordura retirada da própria paciente para corrigir depressões e contorno do tratamento cirúrgico das mamas, além da possibilidade de volumização da mama em algumas sessões.

 

Existem muitas técnicas que podem ser usadas, assim como diversos resultados obtidos. Contudo, vale dizer que o resultado estético é incerto e muitas vezes não podemos propiciar mamas perfeitas, mas sim possibilidades de que a paciente possa retomar seu convívio social sem que precise ter vergonha de expor sua silhueta.

O prognóstico oncológico não sofre interferência da reconstrução, mantendo-se a indicação da quimioterapia ou radioterapia, sempre que necessário. Porém, a radioterapia em mama reconstruída com silicone aumenta um pouco a frequência de complicações, como endurecimentos (contraturas de cápsula), retrações e assimetrias.

Em certos casos, a reconstrução mamária parece até melhorar a evolução, provavelmente pela melhor imunidade anticancerosa, favorecida pelo equilíbrio emocional.

A aréola e papila (mamilo) não são refeitas na mesma cirurgia da reconstrução da mama. Elas são reconstruídas posteriormente, com tatuagens, enxertos de pele da raiz da coxa, tecido do lábio da vulva ou transferência de parte do mamilo do outro lado.

A melhor técnica, seus efeitos colaterais e possíveis resultados devem ser exaustivamente discutidos e esclarecidos antes de cada cirurgia com seu médico.

 

Thais Padrão

Cirurgiã Plástica

www.drathaispadrao.com.br

 





Mastectomia

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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Quando falamos em câncer de mama, pensamos em mastectomia, a retirada cirúrgica da glândula mamária.
Vamos entender melhor sobre esse tratamento?

  • A escolha da técnica cirúrgica – parcial, simples ou total ou radical, depende de alguns fatores, como tamanho e agressividade do tumor;
  • A mastectomia simples retira toda a glândula mamária juntamente com a pele e complexo aréolo papilar – CAP (mamilo e aréola);
  • A realização da linfadenectomia (remoção dos gânglios axilares da drenagem linfática da mama) depende da avaliação pré-operatória e resultado do linfonodo sentinela;
  • A mastectomia pode ser precedida pela quimioterapia e/ou radioterapia;
  • Todas as decisões do tratamento devem ser tomadas pelo médico juntamente com a(o) paciente.




Aconselhamento genético e câncer de mama

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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A decisão de Angelina Jolie de realizar a mastectomia profilática devido ao alto risco de desenvolver câncer de mama levou ao aumento da procura de mulheres pela avaliação oncogenética.

O aconselhamento genético oncológico tem como objetivo principal identificar pessoas que possam estar em risco, devido a grande incidência de tumores em membros da mesma família ou portadores de tipos de tumores raros.

Em algumas famílias que apresentam certos tipos de câncer, as pessoas podem ter herdado genes que sofreram alterações (mutações). Esses genes podem trazer um risco maior de desenvolvimento da doença. Atualmente já são conhecidos vários genes alterados ou mutantes que aumentam o potencial de desenvolvimento de câncer de mama, ovário, cólon e próstata, bem como uma variedade de cânceres raros.

Em vários desses casos, é possível realizar testes com os integrantes da família para que seja investigado se eles carregam alguma destas mutações hereditárias. Se as alterações herdadas são encontradas, os médicos poderão tomar medidas que aumentem a eficácia do tratamento ou impeçam o desenvolvimento da doença, dentre elas a cirurgia redutora de risco. No caso da atriz foi identificada a mutação genética BRCA1 que prediz risco de 60-90% para câncer de mama e 40%, para câncer de ovário até os 70 anos de idade.

O aconselhamento genético começa em uma consulta na Oncogenética, onde o especialista aborda informações referentes à saúde, hábitos de vida e busca informações sobre os familiares de primeiro e segundo graus (pais, irmãos, tios primos e avós). Certos agrupamentos de tumores indicam a existência de alterações hereditárias e os conceitos genéticos poderão ser explicados no momento do aconselhamento.

Os exames moleculares não são indicados para todos os casos, além de serem de alto custo e pouco disponíveis no Brasil. Muitas vezes apenas a história familiar positiva e a presença de critérios diagnósticos clínicos são suficientes para indicação de cirurgia preventiva (redução do risco de cerca de 90%) associada a acompanhamento médico rigoroso, uso de medicamentos e realização de exames de imagem periódicos.

Para finalizar, informo que dos mais de 50.000 casos novos de câncer de mama a cada ano, 5-10% são hereditários, reforçando a indicação restrita de exames genéticos.

Dra. Thais Padrão
Cirurgia Plástica
www.drathaispadrao.com.br





Manual da Lipo

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

unnamedA lipoaspiração é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil e no mundo. Procedimento cirúrgico destinado ao tratamento da gordura localizada tem hoje, devido a sua popularidade, diversas variações de técnicas. Minilipo, hidrolipo, lipo a laser… Mas você entende para que serve cada uma delas?! Então vamos esclarecer um pouco sobre o assunto!!

Entendendo um pouco mais sobre a lipoaspiração…

A  lipoaspiração consiste na quebra e retirada do excesso de tecido gorduroso da área selecionada. Na lipo convencional, essa destruição se dá por meio de cânulas de aspiração de diferentes calibres _ quanto maior o calibre da cânula, maior seu poder de retirada de gordura, assim como maior o trauma tecidual. As cânulas são introduzidas através da pele por pequenos cortes de cerca de 3 a 5 mm. A remoção da gordura occorre através de um sistema de vácuo.

Anestesia

Pode ser feita com anestesia geral, peridural ou local, dependendo da quantidade de regiões abordadas. Durante o procedimento é comum a infiltração de solução composta de soro fisiológico e medicamentos que reduzem o sangramento. Quando indicada a anestesia local, acresecentamos anestésico local.

De acordo com o volume de solução utilizado, classificamos a técnica em úmida, superúmida ou tumescente. Quando não se usa a infiltração, chamamos de  “lipoaspiração seca”. Sabemos que quanto mais volume  infiltrado, menor a perda sanguínea, tornando possível o tratamento de mais áreas corporais num mesmo tempo cirúrgico.

Quanto podemos retirar de gordura?

A quantidade de gordura aspirada deve ser proporcional ao peso corporal. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica orienta os especialistas a evitarem lipoaspiraçoes que ultrapassem 7% do peso do paciente, com o objetivo de evitar complicações relacionadas ao procedimento e anestesia (como impedir/evitar transfusões sanguíneas). Um levantamento recente demonstrou que atualmente 39% dos cirurgiões já evitam aspiracões de mais de 5% da massa corporal!

Vamos às técnicas!

  1. Minilipo ou lipo light: para tratamento de pequenas áreas do corpo, como a gordura ao redor do umbigo ou da cintura;
  2. Lipoescultura: aspiração de gordura que, será depois aplicada (enxerto de gordura ou lipoenxertia) em área(s) selecionada(s) como glúteos, face etc;
  3. Lipo a laser: minimamente invasiva, combina o laser para facilitar a remoção da gordura _ ‘derretimento’. O aparelho SlimLipo (veja mais em http://saudepadrao.com.br/laserlipolise-com-slimlipo/) , promove ainda a retração da pele, combatendo a flacidez e celulite;
  4. Lipo ultrassônica: associação do ultrassom visando facilitar a quebra da gordura, caso da Vaserlipo;
  5. Hidrolipo: termo muito utilizado para a lipo em consultório para tratamento de pequenas áreas. No sentido literal, nada mais é do que uma referência à técnica úmida. Vale aqui o alerta que nenhum tipo de lipoaspiração deve ser realizado em ambiente de consultório, de acordo com determinação da ANVISA – Agência de Vigilância Sanitária;
  6. Vibrolipo: utiliza cânula que produz vibração para facilitar a quebra e remoção da gordura, reduzindo trauma ao tecido.

Essas são as técnicas mais comuns. E elas envolvem procedimento invasivo ou minimamente invasivo, que devem ser sempre (bem) acompanhado de um estilo de vida saudável!

Converse sempre com o seu cirurgião plástico para saber qual a melhor técnica para você de acordo com o seu caso e sua expectativa.

Para sua segurança, escolha um médico membro especialista da SBCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica através do site: www.cirurgiaplastica.org.br

Gostou da matéria?! Quer saber sobre os tratamentos não invasivos para acabar com a gordura localizada. Nosso próximo tema é exatamente esse… Até lá!

Thais Padrão

Cirurgiã Plástica (Membro Especialista da SBCP) – RQE 8472

CRM-RJ 52.82262-0

CRM-GO 16515

www.drathaispadrao.com.br





Saúde na mesa: dica da cirurgiã plástica

CIRURGIA PLÁSTICA, EVENTOS, SAÚDE

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Após as férias é comum o aumento da procura por cirurgias plásticas… Férias remetem a abuso no consumo de calorias. Sem falar nas manchas de pele causadas  pela exposição ao sol sem a devida proteção. Agora é hora de se recuperar!

Pensando nas gordurinhas, vale, antes de tudo, investir em voltar à forma anterior e eliminar a retenção de líquidos para só então se submeter a um procedimento cirúrgico. Caso queira quiser investir em tratamentos para potencializar resultados, existem diversas opções não invasivas que atuam na redução de medidas e celulite. Para a pele, tratamentos a laser ou luz pulsada estimulam o rejuvenescimento e eliminam as manchas cutâneas.

Cirurgia mesmo, só após o detox!!





10 procedimentos para a área íntima feminina!

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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Procedimentos direcionados para a genitália feminina são assunto cada dia mais comum no dia a dia dos consultórios de Cirurgia Plástica… A vida agitada dá espaço para a redução da libido e, tratamentos para a área íntima são bem vindos para aumentar a confiança.

Nossa cirurgiã plástica Thais Padrão esclarece sobre 10 (dez) tratamentos possíveis para a região!!

Antes de tudo, vale citar as estruturas que compõe a anatomia da vulva.

foto 1Anatomia da vulva:

  • monte púbico
  • clitóris
  • abertura da uretra
  • lábios interno e externo da vagina (pequenos e grandes lábios)
  • abertura da vagina
  • períneo
  • ânus

Procedimentos para a genitália feminina:

  1. lipoaspiração do monte de Vênus: para reduzir o volume do monte púbico, conhecido por muitos como “capô de fusca”;
  2. ninfoplastia ou labioplastia: destinado a redução ou mudança da forma dos pequenos lábios (lábios menores);
  3. lipoenxertia de grandes lábios: enxerto de gordura para aumento do volume dos grandes lábios (lábios maiores), reduzindo ainda a flacidez. Pode ser realizada lipoenxertia para o monte púbico também;
  4. radiofrequência: sessões de tratamento para melhorar flacidez da pele da vulva. Recém aprovado no Brasil, o Reaction da Viora traz o Revive, protocolo especialmente desenvolvido para a região;
  5. rejuvenescimento vaginal não cirúrgico: uso de laser para maximizar a tensão da vagina, ou seja, melhora do tônus vaginal. O laser Fotona (Erbio:YAG) promete ainda atuar sobre a vaginite atrófica com incremento da lubrificação vaginal e formação de colágeno;
  6. himenoplastia: pouco procurada no Brasil, consiste em unir as partes do hímen rompido que se encontram no interior da vagina;
  7. depilação a laser: procedimento para várias áreas do corpo, boa opção para resolução da foliculite que pode acometer a região;
  8. toxina botulínica para hiperidrose: o excesso de suor pode levar o odor desagradável (bromidrose). O botox atua sobre as glândulas sudoríparas reduzindo a sudorese temporariamente;
  9. clareamento da pele: uso de ácidos ou laser para melhorar a coloração da pele da região da virilha;
  10. correção de cicatriz de episiotomia: múltiplos procedimentos disponíveis para tratar a cicatriz inestética resultante do parto vaginal.

Muitas opções para melhorar a auto-estima!

Mande sua dúvida pra gente.

Thais Padrão

Cirurgia Plástica

RQE 8472

CRM-RJ: 52.82262-0

CRM-GO: 16515





Seu botox pode durar mais!!

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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Trazemos uma novidade para os adeptos da aplicação de toxina botulinica (Botox®).

Você já pensou em tomar um suplemento que aumenta a duração do resultado do seu tratamento?! Pois sim, isso já existe!
Zytaze é um suplemento a base de fitase e zinco.
Sabe-se que para atuação, a toxina botulinica deve estar ligada ao zinco. Porém, alguns alimentos ricos em fitatos (cereais integrais, arroz, nozes, feijão), ligam-se ao zinco, reduzindo sua absorção pelo organismo.
O suplemento realiza a quebra dos fitatos além de aumentar a oferta de zinco para nosso corpo!
Zytaze deve ser administrado 4 dias antes do tratamento e também no dia da aplicação e, os estudos revelam aumento do tempo de ação em até 30%!!
Ah! Vale dizer que não deve ser ingerido até 2h após outro suplemento.
Consulte seu médico para saber se há indicação antes do seu tratamento.





Implante de barba: sera que essa moda pega?

CIRURGIA PLÁSTICA, NOVIDADES POR AÍ, SAÚDE

 

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A moda hipster, popular entre os jovens de metrópoles americanas e europeias, fez surgir uma novidade: o implante de barba.

A barba é um símbolo de modernidade e virilidade e, o procedimento que antes era usado para esconder cicatrizes e queimaduras, hoje virou moda, possivelmente relacionada ao “efeito Paxman”. Jeremy Paxman, um jornalista britânico da BBC, cuja barba levou muitos britânicos a querer também que as suas cresçam…

Falando na técnica propriamente dita, funciona como o transplante capilar. A área doadora de pelos geralmente é a nuca (região occipital) e são transplantadas unidades foliculares de acordo com a densidade desejada e as áreas da face que se deseja cobrir.

Moda ou não, a procura pelo transplante de pelo facial tem aumentado.
Será que aqui no Brasil essa moda vai pegar?!

(Fonte: SBCP)





Quelóide

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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Uma das preocupações mais evidentes dos pacientes que procuram a cirurgia plástica, principalmente estética: “Eu posso ter quelóide?!”

Mas o que é o quelóide e como saber você tem predisposição?

O temido quelóide é uma alteração cicatricial e representa um distúrbio fibroproliferativo durante uma das fases da cicatrização, ou seja, ocorre um desequilíbrio entre a síntese (produção) e degradação (quebra) do colágeno.

Sua causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que é mais comum na raça negra e mais comumente observada em orelhas e tronco. Quando a cicatriz se apresenta firme, saliente e eritematosa (avermelhada) devemos estar diante de uma cicatriz hipertrófica (Ver Figura 1); agora quando nota-se uma expansão da cicatriz além das bordas da ferida, aí sim estamos falando em quelóide (Ver Figura 2)!

Tanto a cicatriz hipertrófica como a cicatriz quelóide podem causar sintomas de prurido (coceira) e alteração na sensibilidade (dor, ardor etc). Importante salientar que nem todas as alterações em uma cicatriz representam um quelóide ou hipertrofia. Uma cicatriz pode ter ainda alteraçoes em sua cor (hipercromia ou hipocromia), força tênsil (alargamento ou contratura) etc.

foto 2 (1)Figura 1

foto 1Figura 2

Pensando em tratamento, sabe-se que nenhum método isolado é ideal. E a chance de recidiva é grande, a partir de 45% dos casos em alguns estudos.

Podemos lançar mão das seguintes terapias:

  • injeção intralesional de corticóide;
  • lasers não ablativos (contribuem ainda para melhora da textura e cor da cicatriz);
  • compressão (fitas de silicone, por exemplo);
  • excisão cirúrgica;
  • injeção intralesional de interferon;
  • radioterapia;
  • criocirurgia.

E quando falamos em prevenção e cuidados, sabe-se que minimizar traumas à ferida, reduzir tensão na cicatriz e uso de pomadas que auxiliam na cicatrização é o que resta ao paciente, além do uso de protetor solar diariamente até 1 ano, tempo que a cicatriz demora para amadurecer.

Consulte seu cirurgião plástico para saber qual a melhor opção para o seu caso!

Thais Moreira Padrão

Cirurgiã Plástica

CRM-RJ 5282262-0

CRM-GO 16515

RQE 8472





Blefaroplastia: riscos e orientações

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

 

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A pele em excesso e as bolsas que se formam nas pálpebras são sinais de envelhecimento facial. A ‘cirurgia da pálpebra’, cujo nome técnico é Blefaroplastia, é um procedimento na Cirurgia Plástica criado para corrigir problemas estéticos e funcionais.

 As informações fornecidas a seguir são apenas complementares às explicações dadas em consultório pelo seu médico, a fim de que o paciente tire todas as possíveis dúvidas quanto ao procedimento, riscos e cuidados necessários.

Quando se pretende realizar um procedimento cirúrgico, é importante o entendimento com clareza de todas as vantagens e riscos envolvidos no mesmo. A presença de risco, não significa que um problema vai ocorrer com certeza e sim, que pode ocorrer em um pequeno número de situações, que com cuidado e atenção do médico e do paciente pode ser reduzido a números muito baixos. Ter esta noção exata ajuda a controlar emoções e mitos dando segurança no ato médico, para o paciente e para o cirurgião.

Entretanto o conhecimento de todos os envolvimentos de cada ato cirúrgico, deve não trazer medo e sim segurança ao que vai ser feito.

A Blefaroplastia é indicada para correção da flacidez muscular e da pele, além das bolsas de gordura. Vale dizer que esta cirurgia não removerá os pés de galinha, nem eliminará as olheiras e também não tem a capacidade de elevar as sobrancelhas. Para a elevação das sobrancelhas outras técnicas precisariam ser associadas. Muitos resultados dependem do encontrado em cada paciente e uma expectativa realista é o melhor a se obter em tratamentos estéticos.

Riscos

Algumas condições clínicas fazem a Blefaroplastia ser mais arriscada, como os casos de hipotiroidismo, hipertensão arterial (pressão alta), doenças cardiovasculares e diabetes. Doenças da retina, glaucoma e olho seco também necessitam maior cautela.

Quando a cirurgia de pálpebra é executada por um cirurgião qualificado, complicações são raras e normalmente leves. Dentre elas, temos a infecção ou uma reação à anestesia. Podemos diminuir a ocorrência das mesmas com uma boa avaliação pré-operatória e seguindo rigorosamente as orientações do cirurgião. Com estes cuidados os riscos são bem reduzidos.

As complicações menores que ocasionalmente seguem a Blefaroplastia incluem visão turva ou duplicada por alguns dias, edema (inchaço) temporário nas pálpebras e uma assimetria leve (discreta diferença entre um lado e outro). Alterações dos cílios também podem ocorrer. Equimoses (manchas roxas) são transitórias.

Como graves complicações, alguns pacientes podem ter dificuldade de fechar os seus olhos quando dormem (lagoftalmo) e, em casos raros, esta condição pode ser permanente. Outra complicação incomum é o ectrópio, uma queda/eversão da pálpebra inferior. Neste caso, uma cirurgia pode ser requerida para correção.

O cirurgião não deve ser escolhido apenas por questões que envolvem preços ou facilidades de pagamentos, mas principalmente por confiança, que deve ser mútua, do paciente para o médico e do médico para com o paciente.

Não deixe de informar seu médico sobre qualquer tipo de alergia, uso de vitaminas ou medicamentos (mesmo os mais simples como aspirina e anti-inflamatórios), se utiliza álcool ou outras drogas e se fuma.

Estes cuidados devem esclarecer mitos e desfazer expectativas incorretas e assim, com a segurança obtida, alcançar a tranquilidade necessária para atingir bons resultados.

Preparação para a cirurgia

1- Siga cuidadosamente as instruções que lhe foram dadas oralmente ou por escrito;

2- Compareça ao hospital no dia e hora marcados com seu cirurgião;

3- É necessário que algum familiar ou amigo o(a) acompanhe no dia da cirurgia. A cirurgia de pálpebra é realizada em regime ambulatorial, o que significa que a internação não é necessária, a não ser que seja combinada com algum outro procedimento;

4- Afaste-se das atividades necessárias pelo número de dias que lhe for solicitado;

5- Qualquer anormalidade que porventura ocorra em seu estado de saúde deve ser comunicada, mesmo as mais simples;

6- Não utilize qualquer tipo de maquiagem no dia da cirurgia;

7- Leve consigo óculos escuros;

8- Obedeça a orientação de jejum dada pelo seu médico (no mínimo 8 horas de jejum, inclusive de água);

 

A operação

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A cirurgia de pálpebra normalmente é executada sob anestesia local, que anestesia apenas a área ao redor dos seus olhos. É aplicada juntamente com sedativos orais ou intravenosos. Você permanecerá acordado(a) durante a cirurgia, mas relaxado e insensível a dor. Mesmo com anestesia local, se houver qualquer tipo de sedação a presença do anestesista é requerida, o que vai dar segurança ainda maior ao procedimento.

A cirurgia leva normalmente 90 minutos. Dependendo do caso, existem detalhes que podem prolongar este tempo. Entretanto, o tempo do ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico pois, esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória.

Num procedimento típico, o cirurgião marca a área de pele das pálpebras superiores que serão retirados, mantendo a cicatriz escondida na dobra da pele da pálpebra. Uma porção da pele em excesso é retirada e caso necessário também as bolsas de gordura. Na pálpebra inferior, as suturas são realizadas a cerca de 2mm da margem ciliar para que futuramente a cicatriz fique quase imperceptível.

Após a cirurgia

Sendo a pele das pálpebras de espessura muito fina, as cicatrizes tendem a ficar praticamente disfarçadas nos sulcos da pele. Pela sua localização, são passíveis de serem disfarçadas com uma maquiagem leve, desde os primeiros dias com o uso de filtro solar com coloração.

Deve ser aguardado o período de maturação da cicatriz – 3 meses. Somente após esse período poderemos observar o resultado final do procedimento estético. O edema (inchaço) dos olhos varia de paciente para paciente. Existem pacientes que já no 4º ou 5º dia apresentam-se com um aspecto bastante natural. Outros apresentam intenso edema e grandes hematomas no local.

Mesmo assim, os três primeiros dias do pós-operatório são aqueles em que existe maior “inchaço” das pálpebras. O uso de óculos escuros poderá ser útil nesta fase, assim como a utilização de compressas geladas para diminuir a intensidade do edema. Cubos de gelo feitos com chá de arnica podem auxiliar na recuperação pós operatória.

Depois da cirurgia, a sutura será coberta com esparadrapo do tipo “micropore”, retirado no segundo ou terceiro dia pós-operatório. As pálpebras podem apresentar a sensação de estarem um pouco apertadas e um pouco doloridas, mas com o uso de analgésicos pode-se controlar qualquer incômodo. No caso de sentir uma dor mais severa, seu cirurgião deve ser informado para tomar as medidas necessárias.

O uso de um bloqueador solar para as pálpebras deverá ser utilizado diariamente a partir do 3º dia, e frequentemente reaplicado ao longo do dia.

Você deverá manter a cabeça mais elevada ao se deitar, durante alguns dias. Poderá ser necessário fazer a limpeza dos olhos com soro fisiológico ou lágrima artificial, caso apareça alguma secreção, parecida com uma leve conjuntivite durante aproximadamente uma semana. Em alguns casos podem ser recomendados colírios.

As pálpebras podem apresentar a sensação de estarem secas e os olhos podem arder um pouco ou coçar.

Nas primeiras semanas você pode apresentar sensibilidade à luz, e mudanças temporárias da visão, como visão dupla e um leve escurecimento. Todas estas sensações voltarão ao normal ao fim de algumas semanas.

A sua evolução será acompanhada de perto durante as primeiras semanas, e mais distante posteriormente. O curativo será removido de dois dias até uma semana dependendo do tipo de cirurgia. Os pontos só serão removidos a partir de cinco a sete dias. O edema e as equimoses (manchas roxas), se existirem, melhorarão no decorrer dos dias.

A alimentação é livre depois da cirurgia, mas prefira a alimentação mais leve e saudável e rica em líquidos.

Evite, pelo menos na primeira semana pós operatória, contato direto com sol, vento, frio e calor intenso (fogão)

Retorne em todas as consultas agendadas ou sempre que necessário.

Evite tocar a região dos olhos e também coçá-los.
Dependendo do seu caso e evolução, as atividades normais poderão ser liberadas após 3 a 4 dias. Evite atividades mais árduas por aproximadamente três semanas. É especialmente importante evitar atividades que possam elevar a pressão sanguínea, incluindo dobrar o corpo para baixo, levantamento de peso e exercícios físicos intensos. Também deve ser evitado o uso de álcool. Após algumas semanas, tudo voltará ao normal.

 

Os resultados positivos da Blefaroplastia lhe darão um olhar mais alerta e jovem que permanecerá por anos. Para muitas pessoas, estes resultados são permanentes.

 

Dra. Thais Padrão

Cirurgiã Plástica

CRM-RJ: 52.82262-0 / CRM-GO: 16515

Membro Especista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (RQE 8472)