SAÚDE

Manta térmica: NÃO derrete gordura!!!

FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL, SAÚDE

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A manta térmica funciona através de calor superficial. Superficial!!
São consideradas modalidades de calor superficial as que se limitam a região cutânea, alcançando a profundidade de 1 a 3 cm tendo como resposta aquecimento local.
O objetivo é  atingir 40 a 45 ºC. A temperatura do corpo considerada normal é 37º Celsius, ideal para manter o corpo em equilíbrio. A cada 1 grau de aumento desta, nosso metabolismo aumenta em 13%.
Os efeitos fisiológicos da termoterapia por condução incluem:

  1. vasodilatação
  2. relaxamento muscular
  3. redução da rigidez articular
  4. melhora do metabolismo e da circulação local
  5. aumento da extensibilidade dos tecidos moles

O paciente deve ficar de 15 a 30 minutos na manta e, com isso, segundo os fabricantes, o aumento da temperatura é apenas local. Além disso o calor não faz derreter gordura, calor faz a pessoa desidratar, perder liquido e pode acelerar o metabolismo, mas até aí eliminar a gordura o caminho é beeeeeeem longo.

A transpiração aumentada durante a sessão de manta pode conduzir à desidratação, devido a sudorese excessiva em alguns casos. Não quer dizer que deixar a paciente por 20 ou 30 minutos numa manta pode desidratá-la a ponto de causar danos, isso varia de acordo com o estado de cada um. O que recomendamos é manter a hidratação em pessoas submetidas a manta térmica.

Não há pesquisas científicas que afirmem ou não a ação da manta térmica no metabolismo do tecido adiposo. O que sabemos, mediante conhecimento da fisiologia, é que isso não ocorre.





Reconstrução de mama: restaurando a feminilidade

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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O tratamento do câncer de mama compreende a mastectomia, cirurgia que remove o tumor mas deixa o estigma de perda da feminilidade. Para a maioria das mulheres, funciona como uma amputação, com perda de parte da sexualidade sem mencionar a questão da amamentação.

Sempre que se realiza uma mastectomia total, deve-se procurar proceder a reconstrução mamária imediata, na mesma cirurgia, por técnicas de cirurgia oncoplástica. Quando não for possível, a reconstrução poderá ser feita meses depois. Os resultados estéticos são bastante satisfatórios e as mulheres que se submetem à reconstrução apresentam evidentes vantagens na preservação de sua autoestima e autoimagem.

 

Para tal, a Cirurgia Plástica traz diversas técnicas de reconstrução da mama e a escolha é sempre individualizada. São levados em conta aspectos como:

  • Tamanho da outra mama
  • Quantidade de pele retirada na mastectomia
  • Quantidade de tecido adiposo abdominal
  • Presença de cicatrizes prévias
  • Preferência do paciente

Basicamente podem ser usados retalhos com músculos e pele de outra região e implantes de próteses expansoras, implantes de silicone ou ainda, próteses expansoras com silicone. Abaixo estão descritas as técnicas mais comumente utilizadas:

 

  1. Próteses: materiais de silicone em forma de mama que são colocados no local da glândula, quando há cobertura de pele e tecido subcutâneo  suficiente;
  2. Expansor: são próteses preenchidas com soro fisiológico. Após sua inserção, são realizadas sessões para aumento de volume em consultório, com consequente expansão da pele, até chegar ao tamanho ideal para a paciente. Podem ser substituídas por prótese de silicone, mas existem expansores definitivos;
  3. TRAM: técnica de retalho de vizinhança que utiliza tecido do abdomen. É uma cirurgia relativamente grande, indicada para mulheres com mamas volumosas;
  4. Grande dorsal: técnica de retalho de vizinhança que utiliza o músculo do dorso, geralmente é associada com uma prótese de silicone;
  5. Lipofilling: preenchimento com gordura retirada da própria paciente para corrigir depressões e contorno do tratamento cirúrgico das mamas, além da possibilidade de volumização da mama em algumas sessões.

 

Existem muitas técnicas que podem ser usadas, assim como diversos resultados obtidos. Contudo, vale dizer que o resultado estético é incerto e muitas vezes não podemos propiciar mamas perfeitas, mas sim possibilidades de que a paciente possa retomar seu convívio social sem que precise ter vergonha de expor sua silhueta.

O prognóstico oncológico não sofre interferência da reconstrução, mantendo-se a indicação da quimioterapia ou radioterapia, sempre que necessário. Porém, a radioterapia em mama reconstruída com silicone aumenta um pouco a frequência de complicações, como endurecimentos (contraturas de cápsula), retrações e assimetrias.

Em certos casos, a reconstrução mamária parece até melhorar a evolução, provavelmente pela melhor imunidade anticancerosa, favorecida pelo equilíbrio emocional.

A aréola e papila (mamilo) não são refeitas na mesma cirurgia da reconstrução da mama. Elas são reconstruídas posteriormente, com tatuagens, enxertos de pele da raiz da coxa, tecido do lábio da vulva ou transferência de parte do mamilo do outro lado.

A melhor técnica, seus efeitos colaterais e possíveis resultados devem ser exaustivamente discutidos e esclarecidos antes de cada cirurgia com seu médico.

 

Thais Padrão

Cirurgiã Plástica

www.drathaispadrao.com.br

 





Alimentação no tratamento do câncer

NUTRIÇÃO, SAÚDE

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A perda de peso no paciente oncológico antes do início do tratamento é normal principalmente se o mesmo tiver sido submetido a algum procedimento cirúrgico. Após o início do tratamento, na presença dos efeitos colaterais, essa perda pode se agravar. Durante a quimioterapia, ele pode apresentar falta de apetite, náusea, diarréia, dentre outros. Portanto torna-se importante a garantia da ingestão de calorias e proteínas de outra forma. Em geral, pessoas que fazem quimioterapia toleram melhor comidas mais doces e frias. Vale a pena lembrar que o importante não é comer muito (em grande quantidade), mas sim comer bem (boa qualidade).

  • Aqui vão algumas sugestões para melhorar o consumo de proteínas e calorias:manter fracionamento das refeições, a cada 2 ou 3 horas;
  • consumir seus alimentos preferidos em vários momentos do dia. Por exemplo, se você preferir, coma sanduíches ao invés de um prato de comida no jantar;
  • fazer sua maior refeição na hora em que tiver mais fome. Por exemplo, se você tem mais fome de manhã, faça do café da manhã sua principal refeição;
  • estimular o apetite com pequenas caminhadas antes das principais refeições;
  • investir em alimentos líquidos: vitaminas batidas com leite ou sucos. Podem ser combinações de diferentes frutas acrescidas de sorvete ou iogurte. Sopas também podem ser bem atraentes e apetitosas. Líquidos frios são em geral melhor tolerados;
  • consumir líquidos fora dos horários das refeições. Tomar líquidos junto com a comida traz saciedade mais rápido e você come menos;
  • beber líquidos com freqüência (mas evite a ingestão durante as refeições);
  • incrementar alimentos com a adição de molhos e temperos (especiarias);
  • criar sempre um ambiente agradável para se alimentar. Mesas bem arrumadas, conversas agradáveis e um bom fundo musical podem ser úteis;
  • consumir alimentos de preferência mais protéicos (carnes, ovos, peixe, frango, leite e seus derivados) e também calóricos (pão, arroz, mel, margarina, azeite de oliva), conforme a aceitação;
  • tentar usar talheres de plástico caso os talheres de metal estejam interferindo ainda mais no sabor dos alimentos;
  • enxagüar a boca antes das refeições;
  • a suplementação alimentar via oral pode ser feita, caso necessário, através de produto protéico e/ou calóricos e enriquecidos conforme a avaliação do nutricionista.

Dificuldade de digestão, náuseas e vômitos

O vômito pode ocorrer mesmo com a pessoa estando com o estômago “vazio”. O vômito em excesso pode causar a desidratação (perda de água no estômago). Confira algumas dicas para evitá-lo:

  • procure manter a alimentação mais “leve” – alimentos de mais fácil digestão: torradas, biscoitos de polvilho, caldos, sopas, purês, bolachas cream cracker, bolacha de água e sal, entre outros;
  • substitua os alimentos que lhe causam repulsa;
  • evite ficar perto da área onde são preparados os alimentos para não sentir aversões;
  • mastigue bem os alimentos;
  • não consuma alimentos gordurosos e frituras em geral;
  • dê preferência a alimentos gelados e/ou em temperatura ambiente (picolés, milk shakes, vitaminas, sucos). Evite alimentos em temperatura muito quente;
  • procure não deitar logo após a refeição;
  • não force a ingestão de líquidos e alimentos no momento da náusea;
  • evite alimentos fermentativos como: leite puro, bebidas gaseificadas e alcoólicas, café, chá preto, chá mate, chocolate, doces concentrados (goiabada, marmelada, compotas) e confeitados, cereais, farinhas integrais e refinadas, embutidos, carnes gordas, leguminosas, couve, couve-flor, couve-de-bruxelas, brócolis, repolho, batata-doce, açúcar, inhame, cará, etc.

Recomendações gerais

  1. mantenha um peso saudável para reduzir suas chances de ter doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer, diabetes e hipertensão;
  2. faça uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol;
  3. prefira uma dieta rica em frutas, legumes, verduras e produtos integrais que irão fornecer vitaminas, minerais, fibras e carboidratos complexos;
  4. use açúcar e sal com moderação;
  5. prefira alimentos cozidos ou assados ou invés de fritos ou grelhados;
  6. diminua a ingestão de bebidas alcoólicas;
  7. faça as refeições em um ambiente agradável e calmo, procurando mastigar bem os alimentos;
  8. faça várias pequenas refeições ao longo do dia, ao invés de duas ou três grandes refeições;
  9. não tenha medo de experimentar novos alimentos ou alimentos que não costumava comer, pois o paladar pode se modificar durante o tratamento;
  10. os suprimentos nutricionais são importantes alternativas para auxiliar na alimentação do paciente. Eles apresentam diferentes sabores, são líquidos e podem ser consumidos diretamente da embalagem com canudinho;
  11. fale com familiares e amigos para ajudarem nas compras e preparação de alimentos.

 

Ana Carolina Quireze

Nutricionista

CRN





Fisioterapia e Câncer de Mama

FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL, SAÚDE

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É importante vermos a mastectomizada como uma pessoa que sofre de problemas não só físicos, como também psíquicos, e tentar ajudá-la a superar esse momento, inclusive para obtermos aceitação do tratamento fisioterápico.

Na etapa de pré operatório, o fisioterapeuta busca a anamnese e toda a história clínica da paciente nos formulários hospitalares. É extremamente importante que o fisioterapeuta esteja a par de todas as informações relevantes sobre cada paciente a ser tratado. Ele deve ter conhecimento das complicações pós cirúrgicas da mastectomia para elaborar um programa de reabilitação relacionando os estados pré e pós operatórios.
Inúmeras condutas poderão ser utilizadas para atingir o objetivo final da Fisioterapia, que é devolver a paciente à sociedade sem limitações residuais.

 Objetivos da Fisioterapia em mastectomizadas:

  1. Prevenir ou diminuir as complicações respiratórias – exercícios respiratórios;
  2. Prevenir complicações circulatórias – TVP;
  3. Manutenção das ADM’s – alongamentos;
  4. Manutenção da força muscular – exercícios;
  5. Prevenção de linfedema- drenagem linfática;
  6. Diminuir algias – uso de TENS;
  7. Reeducação postural, relaxamento, alongamento;
  8. Caminhadas leves;
  9. Incentivar a auto-estima.

A Fisioterapia no pós-operatório da mastectomia é indispensável para  a reabilitação da paciente, em paralelo ao tratamento médico. E deverá ter a sua continuidade, após a alta hospitalar caso seja necessário.





Mastectomia

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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Quando falamos em câncer de mama, pensamos em mastectomia, a retirada cirúrgica da glândula mamária.
Vamos entender melhor sobre esse tratamento?

  • A escolha da técnica cirúrgica – parcial, simples ou total ou radical, depende de alguns fatores, como tamanho e agressividade do tumor;
  • A mastectomia simples retira toda a glândula mamária juntamente com a pele e complexo aréolo papilar – CAP (mamilo e aréola);
  • A realização da linfadenectomia (remoção dos gânglios axilares da drenagem linfática da mama) depende da avaliação pré-operatória e resultado do linfonodo sentinela;
  • A mastectomia pode ser precedida pela quimioterapia e/ou radioterapia;
  • Todas as decisões do tratamento devem ser tomadas pelo médico juntamente com a(o) paciente.




Aconselhamento genético e câncer de mama

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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A decisão de Angelina Jolie de realizar a mastectomia profilática devido ao alto risco de desenvolver câncer de mama levou ao aumento da procura de mulheres pela avaliação oncogenética.

O aconselhamento genético oncológico tem como objetivo principal identificar pessoas que possam estar em risco, devido a grande incidência de tumores em membros da mesma família ou portadores de tipos de tumores raros.

Em algumas famílias que apresentam certos tipos de câncer, as pessoas podem ter herdado genes que sofreram alterações (mutações). Esses genes podem trazer um risco maior de desenvolvimento da doença. Atualmente já são conhecidos vários genes alterados ou mutantes que aumentam o potencial de desenvolvimento de câncer de mama, ovário, cólon e próstata, bem como uma variedade de cânceres raros.

Em vários desses casos, é possível realizar testes com os integrantes da família para que seja investigado se eles carregam alguma destas mutações hereditárias. Se as alterações herdadas são encontradas, os médicos poderão tomar medidas que aumentem a eficácia do tratamento ou impeçam o desenvolvimento da doença, dentre elas a cirurgia redutora de risco. No caso da atriz foi identificada a mutação genética BRCA1 que prediz risco de 60-90% para câncer de mama e 40%, para câncer de ovário até os 70 anos de idade.

O aconselhamento genético começa em uma consulta na Oncogenética, onde o especialista aborda informações referentes à saúde, hábitos de vida e busca informações sobre os familiares de primeiro e segundo graus (pais, irmãos, tios primos e avós). Certos agrupamentos de tumores indicam a existência de alterações hereditárias e os conceitos genéticos poderão ser explicados no momento do aconselhamento.

Os exames moleculares não são indicados para todos os casos, além de serem de alto custo e pouco disponíveis no Brasil. Muitas vezes apenas a história familiar positiva e a presença de critérios diagnósticos clínicos são suficientes para indicação de cirurgia preventiva (redução do risco de cerca de 90%) associada a acompanhamento médico rigoroso, uso de medicamentos e realização de exames de imagem periódicos.

Para finalizar, informo que dos mais de 50.000 casos novos de câncer de mama a cada ano, 5-10% são hereditários, reforçando a indicação restrita de exames genéticos.

Dra. Thais Padrão
Cirurgia Plástica
www.drathaispadrao.com.br





Câncer de mama: rastreio e diagnóstico

COLUNISTA CONVIDADO, SAÚDE

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O câncer de mama é o mais incidente em mulheres (excetuando os casos de pele não melanoma), representando 25 % do total de casos de câncer no mundo em 2012, com aproximadamente 1,7 milhão de casos novos naquele ano. É a quinta causa de morte por câncer em geral (522.000 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.

O Brasil segue as mesmas proporções, exceto na região Norte, onde câncer de colo do útero ocupa a primeira posição. Para o ano de 2014 foram estimados 57.120 casos novos, com taxa de incidência de 56,1 casos por 100.00 mulheres.

DETECÇÃO

Diagnostico precoce: a política de alerta a saúde das mamas destaca a importância do diagnostico precoce e significa orientar a população feminina sobre as mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo da vida e os principais sinais de câncer. Orientar a autopalpação das mamas sempre que a mulher se sentir confortável, sem nenhuma recomendação técnica especifica e estimular a procurar esclarecimento medico sempre que houver duvidas em relação aos achados da autopalpação.

Rastreamento:

  • A recomendação para as mulheres de 50 a 59 anos e a realização de mamografia a cada dois anos e do exame clinico das mamas anual. A mamografia pode ser anual, porem bienal e a rotina na maioria dos países;
  • Para mulheres de 40 a 49 anos: a recomendação e de exame clinico anual e mamografia diagnostica em caso de resultado alterado neste exame;
  • Rastreamento de mulheres com risco elevado: a rotina deve se iniciar aos 35 anos com exame clinico das mamas e mamografia anuais.

 

Observações:

  1. Mulheres jovens com nódulos palpáveis e sem fatores de risco devem ser avaliadas com ultrassonografia por terem maior quantidade de tecido glandular em detrimento a tecido adiposo, relação que tende a se inverter com o passar dos anos, sendo a principal lesão encontrada nesta faixa etária o fibroadenoma;
  2. A ressonância magnética tem como indicação o estagiamento, pacientes com alto risco, suspeita de cânceres múltiplos ou bilaterais (nas duas mamas), câncer oculto, planejamento pre-operatório, margens cirúrgicas positivas, avaliação de resposta terapêutica, cicatriz pós-operatória ou recorrência e implantes mamários.

Referencias bibliográficas: Instituto Nacional de Câncer; Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnostico por Imagem; American College of Radiology.

Gustavo Ferreira

CRM-GO 17444

Radiologia Diagnostica e Intervencionista





O auto-exame das mamas

SAÚDE

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Temos falado por aqui há alguns dias sobre a importância do auto exame das mamas. Mas você sabe como fazer?

Realizar a auto-exploração é fundamental para detectar no momento oportuno possíveis alterações na forma e tamanho normal de suas mamas.

Quando fazer o exame?

  •  mensalmente, 7 a 10 dias após a menstruação;
  • se não menstrua ou está grávida, recomenda-se uma vez ao mês, de preferência no mesmo dia de cada mês;
  • se está amamentando, no mesmo dia de cada mês após a amamentação.

Mais importante que o período certo e simplesmente realiza-lo, no momento em que sentir a vontade.

 

 
Como proceder o auto-exame?

  1. OBSERVAR-SE: Com os braços para baixo e de frente para o espelho, note alguma deformidade, alteração de coloração da pele ou se o mamilo está desviado ou deprimido. Observe também alguma alteração quando coloca as mãos atrás da cabeça e depois, com as mãos na cintura inclinando um pouco o tronco à frente.
  2. TOCAR-SE: Comece pela mama direita. Palpar a pele à procura de nódulo endurecido – ‘caroço’ ‘bolinha’. Verifique ainda se a área está dolorida e a pele mais grossa. A exploração deve ser realizada com moderada pressão, desde a axila, seguindo movimento circular, até chegar ao mamilo. Um bom momento para a pesquisa é durante o banho.
  3. APERTAR-SE: Pesquise se ocorre saída de secreção após apertar os mamilos. Este é um passo também para os homens. Repita os mesmos passos para a mama esquerda.
  4. CONSULTA MÉDICA: Se notar algo diferente, marque sua consulta com o ginecologista ou mastologista. Visite seu médico anualmente!




Câncer de mama: informações importantes

COLUNISTA CONVIDADO, SAÚDE


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O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, sendo o mais comum entre as mulheres.

Segundo a OMS (Organização Mundial de saúde) nas décadas de 60 e 70 ocorreu um aumento de 10 vezes em sua taxa de incidência por idade. Sendo raro antes dos 35, após esta faixa etária sua incidência cresce progressivamente.

Seu diagnóstico precoce é importantíssimo, por isso no Brasil as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

Fatores de risco:

  • Hereditariedade: embora responsável por 10% do total de casos, mulheres com historia familiar de Ca de mama em parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) tem risco elevado
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Ingestão de álcool
  • Primeira menstruação precoce
  • Menopausa tardia (após os 50)
  • Primeira gestação após os 30 anos
  • Não ter tido filhos

Mulheres com fatores de risco devem fazer acompanhamento médico das mamas a partir dos 35 anos.

Os sinais e sintomas do câncer podem variar e, algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum sintoma em sua fase inicial, mas de qualquer forma, é recomendável que a mulher conheça suas mamas e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico.


O autoexame das mamas não deve ser estimulado como método isolado de detecção precoce do câncer de mama, mas é um importante aliado na prevenção devendo ser feito todos os meses pela mulher. A melhor época do mês para a realização do autoexame é alguns dias após a menstruação quando as mamas estão mais flácidas, nas mulheres que já estão na menopausa pode ser feito em qualquer época do mês.

Caso encontre alguma das alterações citadas abaixo, procure seu médico ginecologista ou mastologista rapidamente!

  • Nódulo único endurecido
  • Abaulamento em parte da mama
  • Inversão do mamilo
  • Edema da pele
  • Vermelhidão
  • Nódulo aumentado na axila
  • Espessamento da pele ou do mamilo
  • Secreção sanguinolenta pelos mamilos
  • Inchaço dos braços

Na maioria das vezes inchaço, vermelhidão e aumento dos linfonodos axilares principalmente com dor, representam inflamação ou infecção nas mamas, mas não deixe de procurar seu médico para melhor avaliação e tratamento.

 Nas mulheres sem fatores de risco, o acompanhamento deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos com exame clínico e mamografia, ou a critério médico em casos isolados.

É fundamental que o diagnóstico do câncer de mama seja feito o mais precoce possível, favorecendo o prognóstico e aumentando as chances de cura. Por isso conheça seu corpo e visite seu ginecologista regularmente.

Dra. Martha Zenatti

CRM-RJ 52-860247

Ginecologista e Obstetra

Clínica ZenattiMed - Avenida das Américas 700, bloco 08 loja 111 C - Shopping Cittá América – Barra da Tijuca/RJ

Tel.:(21) 3433-7618 / 3433-7619

 





Alimentos que ajudam na prevenção do câncer de mama

NUTRIÇÃO, SAÚDE

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Os hábitos alimentares estão cada vez mais associados a prevenção do câncer desmama. Dentre os compostos alimentares estudados por sua ação quimiopreventiva, os principais são:

  • ácidos graxos polinsaturados n-3;
  • acido linoleico conjugado (CLA);
  • fitoquimicos: isoflavonas, lignanas e outros compostos não nutrientes;
  • vitaminas: antioxidantes como A, C e E;
  • minerais: principalmente acido folio e selenio.

Portanto, inclua diariamente na sua alimentação:

  • frutas cítricas
  • frutas vermelhas: morango, framboesa, amora, mirtilo e cranberry
  • cereais integrais
  • sementes
  • leguminosas
  • castanhas
  • soja
  • gengibre
  • alimentos de origem animal: leite, carnes magras e ovos
  • vegetais folhosos verde-escuros
  • vegetais e frutas de coloração amarelada
  • peixes marinhos: salmão e sardinha

Sua saúde agradece!!