TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E CIRURGIA PLÁSTICA

CIRURGIA PLÁSTICA, SAÚDE

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A trombose venosa profunda (TVP) ocorrecom a formação de um trombo (coágulo de sangue) dentro de um vaso sangüíneo, mais comumente nas veias dos membros inferiores. Esse trombo funciona como uma “rolha”, obstruindo o sistema venoso e impedindo ou dificultando a circulação sanguínea.

Os sintomas da TVP variam muito, desde clinicamente assintomático (cerca de 50% dos casos de TVP passam desapercebidos) até sinais e sintomas clássicos como aumento da temperatura local, edema (inchaço), dor, empastamento (rigidez da musculatura da panturrilha). Para o diagnóstico pode ainda ser necessário exames complementares específicos, tais como: flebografia, ecodoppler a cores e ressonância nuclear magnética.

A complicação mais grave da TVP é a embolia pulmonar (TEP), quando esse trombo se desloca até os vasos dos pulmões, causando dor torácica e dificuldade para respirar. Em casos extremos pode ser fatal e, por isso, é a principal complicação grave em Cirurgia Plástica.

Vale dizer que sua ocorrência não tem nenhuma relação com a qualidade da equipe médica envolvida, sendo, inclusive, mais comum em outras especialidades médicas, como Ortopedia e Gineco-obstetrícia. Na verdade, a probabilidade de ocorrência de TVP está relacionada com a presença de fatores de risco relacionados ao paciente. Os principais são:

  1. Obesidade

  2. Imobilização por longos períodos (ex.: viagens de avião)

  3. História prévia de trombose

  4. Uso de hormônios, inclusive pílula anticoncepcional

  5. Tabagismo

  6. Idade superior a 40 anos

  7. Câncer

  8. Gestação e puerpério

  9. Doenças do sistema de coagulação do sangue

  10. Diabetes

  11. Traumatismos ou politraumatismos

  12. Cirurgias prolongadas

  13. Anestesia geral

  14. Varizes de membros inferiores

Quando em seu pré-operatório para uma cirurgia plástica, seu médico e sua equipe devem buscar conhecer os fatores de risco presentes em seu caso e, a partir disso, adotar condutas para a prevenção da TVP. As medidas preventivas mais importantes são:

  1. Dispositivo automático de compressão pneumática

  2. Uso de meias elásticas durante e após a cirurgia

  3. Movimentação precoce após a cirurgia

  4. Elevação das pernas

  5. Uso de anticoagulantes em doses profiláticas (no caso de pacientes com histórico ou grande risco de TVP)

Na eventual hipótese de ocorrência de TVP ou TEP, o tratamento pode ser realizado com medicamentos anticoagulantes (impedem o crescimento dos trombos atuais e evitam o surgimento de novos), fibrinolíticos (desfazem os trombos atuais) ou cirurgia para retirada dos trombos, dependendo de cada caso.

Assim, é muito importante que o paciente seja claro durante a consulta, possibilitando ao médico conhecer o risco real para seu caso, evitando problemas para você!

Thais Padrão

Cirurgiã Plástica

RQE 8472

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